{"id":692,"date":"2017-08-31T10:18:16","date_gmt":"2017-08-31T13:18:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/?p=692"},"modified":"2018-11-16T00:58:31","modified_gmt":"2018-11-16T02:58:31","slug":"breve-evolucao-da-empregabilidade-de-tijolos-nas-construcoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/breve-evolucao-da-empregabilidade-de-tijolos-nas-construcoes\/","title":{"rendered":"Breve evolu\u00e7\u00e3o da empregabilidade&#8230;"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Breve evolu\u00e7\u00e3o da empregabilidade de tijolos nas constru\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/strong><em>Por Arquiteto Francesco Falvella<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os registros hist\u00f3ricos da confec\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de tijolos datam desde a antiguidade, propriamente com a civiliza\u00e7\u00e3o da Mesopot\u00e2mia, por volta de 5.000 a.C., quando para a constru\u00e7\u00e3o de sua arquitetura, como no caso dos Zigurates (esp\u00e9cie de templos) feitos pelos Sum\u00e9rios, utilizaram tijolos queimados ao fogo para o seu interior e tijolos cozidos ao sol no seu exterior. Estes n\u00e3o eram apenas empregados nas constru\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m como manifesta\u00e7\u00e3o da arte deste povo atrav\u00e9s da t\u00e9cnica da pigmenta\u00e7\u00e3o de tijolos esmaltados e vitrificados, como pode-se verificar no Portal de Ishtar (580 a.C.) e, tamb\u00e9m, na representa\u00e7\u00e3o da figura humana que unia esta t\u00e9cnica com a do tijolo em alto relevo pigmentado e esmaltado, como \u00e9 verificado no fragmento intitulado Friso dos Arqueiros (<em>Foto de Capa<\/em>), que hoje \u00e9 acervo do museu do Louvre, que data circa 404\/359 a.C. O tijolo nesta \u00e9poca era um material simb\u00f3lico e muito precioso.<\/p>\n<div id=\"attachment_723\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-723\" class=\"wp-image-723 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02.jpg 1000w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-300x90.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-768x230.jpg 768w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-260x78.jpg 260w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-50x15.jpg 50w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-150x45.jpg 150w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_01_02-960x288.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-723\" class=\"wp-caption-text\">Zigurate de Ur, circa s\u00e9culo XXI a.C, sofreu uma s\u00e9rie de reconstru\u00e7\u00f5es, sendo uma em VI a.C e outra durante a d\u00e9cada de 1980, onde foi feita uma reconstru\u00e7\u00e3o parcial pelo ent\u00e3o ditador iraquiano Saddam Hussein. Por esta \u00faltima reconstru\u00e7\u00e3o mais atual, podemos ver como era o emprego dos tijolos neste tipo de constru\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_698\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-698\" class=\"wp-image-698 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_04.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-698\" class=\"wp-caption-text\">Pomp\u00e9ia, na regi\u00e3o da Campania, sul da It\u00e1lia.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d4cdb4;\">.<\/span><br \/>\nNa Europa, o tijolo chegou tardiamente, j\u00e1 por volta do s\u00e9culo I a.C., tendo grande empregabilidade na Roma antiga e, tamb\u00e9m, h\u00e1 registros na cidade de Pomp\u00e9ia, como na coluna dita estrelas datada circa 120 a.C.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na It\u00e1lia, em especifico, foi encontrado alguns tijolos com selo grego, atribuindo-se assim aos gregos a introdu\u00e7\u00e3o deste material nesta regi\u00e3o, sendo que, inicialmente, a maioria das t\u00e9cnicas de confec\u00e7\u00e3o usavam somente a terra crua, onde os romanos aprimoraram as t\u00e9cnicas e j\u00e1 deram andamento a confec\u00e7\u00e3o de tijolos cozidos para fazerem os fechamentos superiores dos muros das constru\u00e7\u00f5es, como forma de proteger a terra crua das intemp\u00e9ries.<br \/>\nNo per\u00edodo Imperial da Roma antiga, foram criadas novas leis que impediam as constru\u00e7\u00f5es de serem executadas em terra crua, visto que as edifica\u00e7\u00f5es tinham que ter paredes muito espessas, que eram de baixa resist\u00eancia mec\u00e2nica e de alt\u00edssima vulnerabilidade pela propriedade do material. Neste mesmo per\u00edodo em Roma, padronizou-se as dimens\u00f5es do formato quadrado dos tijolos em 3 tipos diferentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_726\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-726\" class=\"wp-image-726 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06.jpg 1000w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-300x90.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-768x230.jpg 768w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-260x78.jpg 260w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-50x15.jpg 50w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-150x45.jpg 150w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_05_06-960x288.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-726\" class=\"wp-caption-text\">Coliseu, 80 d.C., constru\u00eddo com pedras e tijolos e o Mercado de Trajano, 110 d.C, constru\u00eddo de tijolos.<\/p><\/div>\n<h5><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta do s\u00e9culo XVI, verifica-se uma tend\u00eancia de construir as edifica\u00e7\u00f5es totalmente em tijolos, por\u00e9m sempre considerando a linguagem cl\u00e1ssica da arquitetura. A posteriori foram criadas v\u00e1rias teorias da composi\u00e7\u00e3o dos tijolos por diversos arquitetos e construtores.<br \/>\nNo per\u00edodo Barroco, foi eleita a t\u00e9cnica de tijolos maci\u00e7os como estrutura homog\u00eanea das constru\u00e7\u00f5es em decorr\u00eancia dos fechamentos complexos deste estilo, os quais n\u00e3o seriam poss\u00edveis com a estrutura construtiva at\u00e9 ent\u00e3o utilizada, denominada \u201ca sacco\u201d. Neste mesmo per\u00edodo, houve tamb\u00e9m grande desenvolvimento da t\u00e9cnica da confec\u00e7\u00e3o de tijolos na Turquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente no s\u00e9culo XIX, se deu a cataloga\u00e7\u00e3o de todas as regras de arte utilizadas at\u00e9 ent\u00e3o na confec\u00e7\u00e3o dos tijolos, em conjunto com a nova necessidade de sistemas sanit\u00e1rios que exigiam ambientes mais amplos e de significativo conforto t\u00e9rmico. Foi somente na Grande Exposi\u00e7\u00e3o de 1851, em Londres, que se apresentou uma casa modelo para uma fam\u00edlia de quatro pessoas, adotando-se tijolos ocos interiormente. Para tanto, observa-se v\u00e1rios tipos de assentamentos hist\u00f3ricos de tijolos, onde os mais comuns encontrados s\u00e3o: parede de meia vez, parede de uma vez, assentamento ingl\u00eas, assentamento de espessuras superior a uma vez, assentamento g\u00f3tico, assentamento belga e assentamento holand\u00eas. Estes fazem parte de um acervo hist\u00f3rico t\u00e9cnico da evolu\u00e7\u00e3o da empregabilidade e funcionalidade dos tijolos na arquitetura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 aqui no Brasil, as t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o passaram por v\u00e1rios est\u00e1gios at\u00e9 chegar ao tijolo como forma mais comum. No s\u00e9culo XVI, no Brasil, a t\u00e9cnica construtiva utilizada basicamente era com pedras e a argamassa era composta de cal e areia ou o barro, onde n\u00e3o havia a cal. Para algumas constru\u00e7\u00f5es, o uso da pedra seca sem argamassa tamb\u00e9m se tornou usual, por\u00e9m estas possu\u00edam paredes com espessuras que podiam variar de 0.60 a 1.00 mt.<br \/>\nAo longo do per\u00edodo do Brasil Colonial (de 1500 a 1822), as t\u00e9cnicas construtivas mais utilizadas e comuns eram a taipa de pil\u00e3o e a taipa de m\u00e3o (pau a pique). A Taipa de m\u00e3o (pau a pique) consiste em entrela\u00e7ar madeiras e\/ou bambu amarrados por cip\u00f3 ou outro tipo de material natural que d\u00ea para amarrar, formando uma trama, a qual \u00e9 preenchida por uma mistura de barro com fibras naturais. Esta t\u00e9cnica, pelo baixo custo, era bem popular e menos resistente. J\u00e1 a Taipa de Pil\u00e3o consiste em amassar com um pil\u00e3o o barro colocado em formas de madeiras, denominadas taipais, misturado com areia e fibras naturais. Esta t\u00e9cnica d\u00e1 mais resist\u00eancia e conforto as constru\u00e7\u00f5es. J\u00e1 as argamassas eram confeccionadas numa mistura da cal com areia ou barro, as quais eram empregadas como reboco nas constru\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNa S\u00e3o Paulo do per\u00edodo colonial, a taipa de pil\u00e3o era o sistema mais utilizado nas constru\u00e7\u00f5es, principalmente de pr\u00e9dios p\u00fablicos e igrejas, devido ao seu baixo custo, resist\u00eancia e durabilidade. Assim como em Minas Gerais, onde era imensamente empregada a taipa na constru\u00e7\u00e3o das igrejas mais antigas e em algumas resid\u00eancias.<\/p>\n<h5><\/h5>\n<div id=\"attachment_728\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-728\" class=\"wp-image-728 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08.jpg 1000w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-300x90.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-768x230.jpg 768w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-260x78.jpg 260w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-50x15.jpg 50w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-150x45.jpg 150w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_07_08-960x288.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-728\" class=\"wp-caption-text\">Paredes constru\u00eddas com as t\u00e9cnicas da taipa de m\u00e3o e de pil\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra t\u00e9cnica utilizada neste per\u00edodo era o Adobe, que \u00e9 uma lajota feita de barro, com dimens\u00e3o aproximada em 20x20x40cm, compactada manualmente em formas de madeira e colocada para secar a sombra durante v\u00e1rios dias e depois ao sol. O modo de assentamento se d\u00e1 com barro e podiam receber um reboco feito de areia e cal para aumentar a durabilidade e resist\u00eancia. Os tijolos diferenciam-se do Adobe por terem dimens\u00f5es menores e, ap\u00f3s o per\u00edodo da secagem a sombra, s\u00e3o levados a cozer em alta temperatura em fornos.<\/p>\n<div id=\"attachment_731\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-731\" class=\"wp-image-731 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11.jpg 1000w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-300x90.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-768x230.jpg 768w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-260x78.jpg 260w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-50x15.jpg 50w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-150x45.jpg 150w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_10_11-960x288.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-731\" class=\"wp-caption-text\">Paredes constru\u00eddas com Adobe.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_715\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-715\" class=\"wp-image-715 size-full\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12-251x300.jpg 251w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12-122x146.jpg 122w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12-42x50.jpg 42w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_12-63x75.jpg 63w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-715\" class=\"wp-caption-text\">Cantarias Art\u00edsticas em Constru\u00e7\u00f5es Brasileiras do Per\u00edodo Colonial.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #d4cdb4;\">.<\/span><br \/>\nAinda neste mesmo per\u00edodo, tanto no Brasil quanto em Portugal, concomitantemente se experimentava e se utilizava a t\u00e9cnica da Cantaria para a constru\u00e7\u00e3o de elementos da arquitetura que eram tidos como mais importantes. Esta t\u00e9cnica consiste em lavrar pedras em formas geom\u00e9tricas ou figurativas. Apesar da falta de m\u00e3o de obra qualificada para esta t\u00e9cnica, se empregava como uma solu\u00e7\u00e3o construtiva para elementos de destaque como front\u00f5es, pilastras, cornijas e frontisp\u00edcios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do emprego de tijolos na constru\u00e7\u00e3o, encontram-se registros desta t\u00e9cnica construtiva desde o s\u00e9culo XVII na Bahia e, no ano de 1711, tem-se registro de uma olaria em Ouro Preto. Mas \u00e9propriamente a partir do s\u00e9culo XIX que a alvenaria feita com assentamento de tijolos ganha um car\u00e1ter mais usual e popular, decorrente da evolu\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de feitio e cozedura a altas temperaturas em fornos.<br \/>\nDesta forma, por sua resist\u00eancia e durabilidade, n\u00e3o havia necessidade de revestimento com argamassa, ficando muitas vezes aparentes, o que gerava tamb\u00e9m uma economia. Vemos muitas casas, principalmente fora de grandes centros, que datam do final do s\u00e9culo XIX e inicio do s\u00e9culo XX com tijolos aparentes, mas estes ainda faziam parte da alvenaria da casa.<\/p>\n<div id=\"attachment_717\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-717\" class=\"wp-image-717\" src=\"http:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15.jpg 600w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15-300x152.jpg 300w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15-260x131.jpg 260w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15-50x25.jpg 50w, https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/blog_15-150x75.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-717\" class=\"wp-caption-text\">Constru\u00e7\u00e3o do Final do s\u00e9culo XIX na cidade de Jundia\u00ed-SP.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em meados do s\u00e9culo XX, com o aprimoramento do cimento, o modo de assentar tijolos com barro foi substitu\u00eddo por cimento, o que causava uma resist\u00eancia imensa das paredes e, ao mesmo tempo, trazia mais conforto t\u00e9rmico e redu\u00e7\u00e3o na espessura das paredes, pois a \u201camarra\u00e7\u00e3o\u201d da obra era feita com ferro e concreto.<br \/>\nCom a melhoria do acabamento dos tijolos feitos no Brasil, a partir da d\u00e9cada de 1920, os arquitetos, influenciados pelas casas brit\u00e2nicas, come\u00e7aram a trazer a id\u00e9ia do uso de tijolos aparentes para as casas brasileiras. A partir disto e do desenvolvimento de outras t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o, os tijolos artesanais deixaram de ser vantajosos para se erigir paredes. Sua empregabilidade passou de um produto essencial na constru\u00e7\u00e3o civil para um produto nobre e de luxo, exclusivamente para revestimento.<br \/>\nAs olarias, como a Olaria Spina, come\u00e7aram a desenvolver outros modelos, cores e formas para atender as demandas do mercado.<\/p>\n<h5><em>*Arquiteto Francesco Falvella \u00e9 propriet\u00e1rio do Studio Francesco Falvella Architettura e Interni e Docente em Hist\u00f3ria da Arte, Arquitetura e Mobili\u00e1rio (Senac \/ ABRA)<\/em><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"button_align align_left\"><a class=\"button  has-icon button_left button_size_2\" href=\"\" target=\"_blank\"   ><span class=\"button_icon\"><i class=\"icon-reply\" ><\/i><\/span><span class=\"button_label\">Voltar<\/span><\/a><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breve evolu\u00e7\u00e3o da empregabilidade de tijolos nas constru\u00e7\u00f5es Por Arquiteto Francesco Falvella Os registros hist\u00f3ricos da confec\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de tijolos datam desde<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":694,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-692","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dicas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=692"}],"version-history":[{"count":30,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":802,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692\/revisions\/802"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.olariaspina.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}